Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 12 de Fevereiro de 2026
Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 12 de Fevereiro de 2026
Por Antonio Glauber Santana Ferreira — Japaratuba-SE
O mundo amanheceu no dia 12 de fevereiro como um tambor de escola de samba: batendo forte, fazendo barulho, chamando atenção — e, às vezes, desafinando.
Em Sergipe, mais de oito mil policiais foram convocados para vigiar o Carnaval. O governo montou um verdadeiro exército de escudos, rádios e olhares atentos, como se a alegria fosse um rio caudaloso que, sem margens, poderia transbordar. A folia é uma ave colorida: linda quando voa livre, perigosa quando perde o rumo. E lá estavam os guardiões, tentando garantir que o confete não virasse pedra e que o riso não se transformasse em choro.
Enquanto isso, em Brasília, a Justiça trocava de mãos como um bastão numa corrida olímpica. Após a saída de Toffoli, o ministro André Mendonça assumiu a relatoria do caso Master. A política, meus amigos, é um tabuleiro onde as peças às vezes se movem sozinhas — ou pelo menos fingem que sim. E o povo, lá do lado de fora, olha o jogo com a cara de quem assiste a um filme cujo final sempre demora a chegar.
Do outro lado do planeta, em Bangladesh, a chamada “Geração Z” foi às urnas com a energia de um trovão juvenil… mas o resultado acabou sendo uma vitória esmagadora de um partido tradicional. Foi como um vento novo tentando abrir uma janela antiga — a janela até rangeu, mas não abriu completamente. A juventude gritou, mas o passado respondeu mais alto.
Na Argentina, a Câmara aprovou a redução da maioridade penal de 16 para 14 anos. Uma decisão pesada, densa, como nuvem carregada antes da tempestade. O debate nasceu da dor, e a dor, quando vira lei, carrega lágrimas invisíveis nas entrelinhas. Punir mais cedo é como colher o fruto ainda verde: resolve a fome do momento, mas deixa no ar a pergunta amarga — onde foi que a árvore deixou de ser cuidada?
E assim segue o mundo, esse velho carrossel que gira entre risos de Carnaval, julgamentos solenes, eleições distantes e leis que pesam como pedras no bolso da esperança.
No fim das contas, a vida continua sendo esse espetáculo curioso: metade circo, metade tempestade… e nós, pobres cronistas e leitores, seguimos tentando entender se estamos na plateia, no palco… ou no meio do picadeiro, tropeçando nas próprias perguntas e rindo, para não chorar.