Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 13 de Fevereiro de 2026

Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 13 de Fevereiro de 2026



Por Antonio Glauber Santana Ferreira — Japaratuba-SE

Vamos à leitura da crônica de hoje…


---

Na sexta-feira 13, o mundo acordou com o humor de um palhaço cansado: sorrindo por obrigação, mas com a alma cheia de perguntas. O noticiário parecia um carnaval antes do desfile — tambores afinando, confetes no chão e gente discutindo quem vai tocar o primeiro surdo.

Em Sergipe, os policiais civis fizeram o que a vida às vezes faz com a gente: disseram “vou parar” e, poucas horas depois, disseram “vou continuar”. A paralisação que parecia um trovão virou um relâmpago tímido, desses que só iluminam o céu por um segundo e deixam a noite ainda mais pensativa. A decisão de rever o movimento veio do compromisso com a sociedade e com os turistas, num gesto que mostrou que, às vezes, a responsabilidade pesa mais que o cansaço — embora o cansaço continue ali, sentado no ombro como um papagaio resmungão. 

A verdade é que o trabalhador brasileiro, seja de farda, de jaleco ou de giz na mão, parece uma sanfona velha: estica daqui, aperta dali, e mesmo assim ainda precisa tocar música bonita para o público que passa.

Enquanto isso, lá nas altas torres da política e da Justiça, reuniões aconteciam como peças de xadrez sendo movidas num tabuleiro invisível. Relatórios, investigações, documentos… papéis que pesam mais que chumbo quando carregam segredos. A verdade, coitada, às vezes anda de muleta nesses corredores, tentando não cair no tapete da conveniência.

E o mundo, ah… o mundo resolveu virar roteiro de ficção científica. Surgiram notícias de que inteligência artificial teria sido usada em operações militares envolvendo Nicolás Maduro, algo que parece saído de um filme em que robôs assistem generais enquanto o planeta prende a respiração. Empresas dizem que a tecnologia não deve ser usada para violência, governos não confirmam, e a verdade fica ali, no meio da praça, como um cachorro sem dono — todo mundo vê, mas ninguém pega. 

É estranho pensar que máquinas aprendem a falar enquanto humanos desaprendem a escutar. O mundo está ficando inteligente… mas será que está ficando sábio?

No fim das contas, a sexta-feira 13 não teve monstros de cinema nem gatos pretos cruzando a rua. Teve algo mais assustador: a sensação de que o mundo corre mais rápido que o coração humano consegue acompanhar.

E eu, aqui em Japaratuba, olhando o céu que escurece devagar, penso que a vida é como um carnaval fora de época: a gente dança, ri, protesta, chora… e no final, quando a música para, fica só o eco dos passos e a pergunta que nunca cala:

— Para onde estamos indo, afinal?

E assim seguimos… entre tambores, relatórios e algoritmos, tentando não perder o que ainda nos faz humanos: o riso, a esperança e a coragem de continuar.

Postagens mais visitadas deste blog

Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 22 de Agosto de 2025

Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as Notícias do Dia 10 de Dezembro de 2025

A Importância dos Cães Yorkshire