Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 26 de abril de 2026

Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 26 de abril de 2026





Por Antonio Glauber Santana Ferreira — Japaratuba-SE

Abram-se as torneiras da imaginação — porque as da realidade… ah, essas resolveram fazer greve e pedir férias no meio do verão da paciência! Em Aracaju, no bairro Aruana, a água virou lenda urbana, dessas que a gente conta pros netos: “Era uma vez um chuveiro que chorava água de verdade…”. Mas agora, o que escorre é só indignação, quente como café sem açúcar. A tal adutora, com seus 800 milímetros de promessas, rompeu-se como um discurso mal ensaiado — e o povo, coitado, virou peixe fora d’água… sem água! Ironia digna de prêmio: o cidadão pagando conta de água e recebendo vento encanado. É o encanamento da decepção!

Enquanto isso, lá em Brasília, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva retorna ao palco da política após uma pausa médica — como um ator que sai do camarim com curativo invisível e sorriso ensaiado, dizendo ao país: “O espetáculo continua!”. E continua mesmo… porque o Brasil é esse teatro de emoções fortes, onde o drama nunca tira folga e a comédia faz plantão dobrado.

E quando a gente pensa que já viu de tudo, vem a Feira de Sevilha e decide lançar crianças ao céu num “estilingue humano”, como se a gravidade fosse apenas um detalhe opcional do universo. Mas o cabo rompe — e o susto despenca mais rápido que a confiança da plateia. O riso vira silêncio, o brinquedo vira metáfora: às vezes, a vida nos lança alto demais… e esquece de garantir o fio da segurança.

No fim das contas, o domingo se despede como um velho cronista cansado: molhado de lágrimas invisíveis, seco de soluções práticas, e temperado com aquela pitada de humor que a gente usa pra não chorar em praça pública. Porque viver no Brasil — meus caros — é equilibrar-se num estilingue sem manual, tomar banho de ausência e ainda sorrir, como quem diz: “Segunda-feira a gente tenta de novo.”

E assim seguimos… entre o riso que escapa e a crítica que transborda — porque se falta água, sobra história.

Saudações,
Professor Antonio Glauber